Desejos

Diarios do

11.11.04

Lembranças de Ana - Parte II

Hoje estou só. Na verdade tenho estado sozinha por muito tempo, mais do que eu desejaria, mais do que seria possível para que eu vivesse bem. Sinto falta de meu amante, mas ele está perdido com seu trabalho, está viajando, como sempre.
Tem horas que estou cansada disso, queria colocar um ponto final mas tudo é tão difícil! Sinto a falta do beijo, do toque safado e amoroso das mãos daquele homem que me diz tanto... Como posso sobreviver sem isso? O meu corpo, não apenas meu coração, anseia por ele.

Até agora à pouco estive embaixo do chuveiro, água quentinha, lembrando de seu risinho bobo, da sua mão mais boba ainda a percorrer meu corpo.
É difícil pensar nisso quando se está sozinha: meus olhos percorrem o quarto, a cama de casal fica grande. Se ele estivesse aqui, estaria deitado, nu, mais risinhos safados, me convidando para estar ao lado dele, mesmo quando protesto por meus cabelos estarem ainda molhados.

- Então seque logo e venha aqui...
Eu rio quando lembro disso. A qualquer um pareceria um jeito estúpido e arrogante de falar mas na verdade não é nada disso, é uma provocação que aceito de bom grado.
Mesmo sem ele ali, deito-me e começo a deslizar a mão pelo meu corpo, como ele faria. Só não consigo passar a língua nos meus seios como ele faz, de uma forma que jamais nenhum homem fizera comigo antes. Esse é o grande diferencial do meu amor, ele não tem pressa, fica com essa cara de menino prá cima de mim e eu não resisto, entrego-me mesmo, como mulher, como fêmea, como santa e como vadia. Ele, e só ele, conseguiu e consegue extrair essas coisas de mim.
A minha mãe que desliza pelo meu ventre jamais conseguirá provocar as sensações que a boca de quem me ama provoca. Isso é praticamente impossível de se reproduzir, é uma assinatura, uma marca que fica na pele e nos sentidos.
Ao tocar meu sexo, sei bem que ele não começaria por aqui mas tudo bem, ou melhor, tudo mal, porque ele não está, sinto minha xoxota ensopada pelo sumo do prazer, preparando-me para que seu pênis me penetre totalmente. Coloco um dedo, dois, impossível, eu o queria, tanto, tanto, sempre, agora!

Quase em delírio, abro a gaveta do meu criado-mudo e, buscando freneticamente, encontro o meu vibrador que há de substituir, a contragosto, o meu amor (substituir? não! fazer relembrar).
A vibração no meu clitoris faz com que minha mente desloque-se para a lembrança daquela língua rápida percorrendo toda a extensão, me penetrando, arrancando os mesmos gemidos e gritos que essa lembrança arranca!!! Sim, querido! Você está aqui, eu o sinto, sinto teu corpo, sinto tuas mãos segurando minhas pernas em resistência à vontade de fechá-las e espremer sua cabeça nas minhas coxas.

É fatal que eu me penetre com esse vibrador e com a outra mão continue a massagear meu clitóris entumescido, que eu grite, que eu te chame, que eu te xingue, que eu te sinta, que eu te queira, que eu o ame desvairadamente.
Quantas sensações! Quanta loucura! Deixo, submissamente, que você coloque um dedo em meu ânus para misturar um que de dor, misturado ao prazer quase insuportável, que suprime essa marca da tua sensual crueldade.

Tudo isso me leva as nuvens, me faz retirar o simulacro de pênis da minha xoxota e coloque na boca, como você faz com o seu membro até o gozo. Ao sentir meu gosto, relembro do gosto do seu esperma que enche minha boca e engulo, simultaneamente ao meu orgasmo que hoje, apesar de solitário, é tão intenso como se você estivesse aqui.
Agora sim, sinto sua falta: tendo atingido o clímax, eu adoraria estar na curva do teu braço, sentir teus beijos cheios de amor e carinho, aquele olhar de menino a me olhar os olhos gazeados de tanto prazer. Que falta que sinto!!!
Por isso, mesmo estando sozinha, mesmo estando abandonada por força do teu trabalho, apesar de não desejar ser mais sozinha, não consigo partir, não consegui pedir para que você parta. Eu sou sua, integral e desejosamente sua, para sempre...




Postado by Angelus | 10:14 AM


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