7.3.05
Desejos de Ana - Noites de sábado
Te vi, assim, sozinho tomando uma bebida qualquer no balcão do canto do bar da boate. Vi teu corpo, imaginei teu cheiro e lentamente me deu a vontade de te seduzir. Te olhei nos olhos, te olhei a boca, desejei tua boca na minha que estava tão carente de um beijo.
Olhei para as tuas mãos e desejei que você enlaçasse minhas costas, apalpando os meus músculos tensos de tanto desejo.
Queria ser empurrada ao encontro da parede, que eu sentisse teu membro tenso por baixo das roupas a esfregar meu sexo molhado e desejoso de você.
Mas os olhos nos olhos, as mãos nas costas e o desejo de você deveriam resumir-se apenas à beijos no escuro do nigth club, a dança de corpos colados e desejos amalgamados e vontades unidas no impossível.
Você escreveu um telefone num pedaço de papel que guardei por um tempo mas me desfiz quando deu vontade de te encontrar, de provar daquela boca e daquele sexo tenso... Mesmo desejando, sou pássaro que vôa, sempre sem destino, não árvore que cria raízes.
Sou feliz apenas por ter de desejado tanto...
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